sexta-feira, 20 de abril de 2018


SAUDADES  DOS  BEIJOS  DA  MAMÃE




Dor,  sinto muita dor, a dor da saudade. Queria ter a oportunidade de estar com os meus familiares, amigos e principalmente com a minha mãe. Sentir o seu cheiro, o colo, o colo macio, seus carinhos em minha cabeça e ouvir sua voz e sentir os seus lábios em meu rosto com seus beijos estalados e molhados, confesso que não gostava muito, lembro que sempre limpava, mas hoje daria tudo que não tenho mais para sentir seus beijos.
Sinto uma dor no peito que chego a ficar sem ar, se eu não estivesse morto talvez eu pensaria em perder a vida, mas já não posso mais. Como dói a dor da saudade. Hoje estou aqui com a permissão de amigos de luz, desconhecidos e anônimos e não sei o real motivo disso.
Eu agora posso dizer que a dor é bem maior, pois as lembranças estão vivas em minha memória, sinto vontade de chorar e gritar, mas uma coisa eu posso dizer, não trago mais a revolta. Estou sereno e agradecido pela oportunidade. Não conheço a Doutrina, não tenho conhecimento da psicografia que poderia expressar os meus sentimentos e que outra pessoa viva poderia sentir e ouvir, escrever exatamente o que digo, isso é incrível. Estou bem leve apesar da dor da saudade.
Eu desencarnei menino ainda, vitima de uma doença grave e desconhecida para a época em que eu vivi. Hoje tenho conhecimento porque fui esclarecido que “morri” a muitos e muitos anos. Fui envolvido por lamentos, me sentia um coitado, revoltado e não queria acreditar mais em nada, eu queria meus pais, minha vida. Era um menino sonhador, queria constituir família, ter filhos e esposa, ter um trabalho onde poderia ajudar meus pais e de repente fiquei doente e quase levei minha família para o buraco comigo, em dividas e tristezas. Nossa família era muito querida, recebíamos ajuda de todos financeiramente, com palavras amigas, carinho e muitas orações. Lembro de muitas reuniões religiosas em nossa sala e depois todos deixavam doações em dinheiro ou algum alimento, até mesmo biscoitos e balas para mim.
Chequei aqui e recusei todo o tipo de ajuda, não me reconhecia, pois não me sentia um menino e sim um rapaz com barba, eu me recusava, não me enxergava de forma alguma. Foi aí que fui levado para algum lugar, onde permaneci em tratamento, não sei qual, talvez dormindo, não trago lembranças, mas depois vim para esse local. Somente hoje sei que fui me recuperando de uma forma mais consciente e com muito carinho destes amigos estou aqui para relembrar dos doces e deliciosos beijos de minha mãe.  
Sinto saudades da senhora minha mãe e muita dor, mas hoje sei que foi para o meu crescimento espiritual que parti de uma forma tão dolorosa e prematura. Obrigado por todo o seu carinho e dedicação. Muito obrigado pelas suas lembranças, não esqueceu de mim em suas orações noturnas. Foi sua fé e seu amor que me resgatou do mundo da revolta.
Obrigado minha querida mãe.
Como dói a dor da saudade!

Humberto Luiz.

 Psicografia recebida em   2018.
             Médium:  M. Nicodemos.

sábado, 14 de abril de 2018

PELAS PORTAS DO SUICÍDIO


Quão é avassaladora a dor do arrependimento! Como sofre um espírito como o meu que por motivos tão banais procurou a saída pelas portas do suicídio.
Sofro tanto quando me vem as lembranças daquele dia fatídico. Hoje venho aqui narrar tudo o quê passei desde a equivocada decisão que tomei, achando que com aquele ato eu colocaria fim a todas as aflições que eu sofria.
A muitos anos atrás quando as  grandes edificações começavam a serem erguidas nas grandes cidades, o que se vê hoje, aqueles tempos eram pouquíssimos mesmos na grande cidade a qual eu vivia. Foi na cidade de São Paulo, que tudo aconteceu.
Saí de casa em total desespero, caminhei por muitas horas sem rumo, em total desespero, andei até entrar num edifício comercial, daqueles de dez andares, os gigantes daquela época. Entrei naquele elevador e solicitei o número nove, o penúltimo andar, desci daquele elevador tremendo e ao mesmo tempo em que sentia medo, sentia imensa coragem.
Andei pelo corredor daquele andar a procura de uma janela que logo aviste e tomado de uma coragem e uma determinação que hoje sei que não era só minha, muito estava meu espírito aflito, assediado por outros tão mais aflitos. Ainda num relance lembrei de você mãe, mas nem a sua lembrança foi capaz de me deter de tão determinado e influenciado que eu estava. Não me deti e com toda a coragem que eu achava ter, hoje sei que era na verdade um ato de extrema covardia e egoísmo joguei-me qual uma pluma e daí a pouco meu corpo estourava no chão duro e meu espírito rebelde se despediria naquele instante.
Achando que partiria para a morte, parti para a dor, para o cativeiro de lágrimas e de arrependimento, mas era tarde demais, meu corpo já não existia, consegui destruí-lo, mas o espírito atormentado vivia, vivia para lembrar a cada minuto, como num filme parado numa mesma cena o ato tresloucado. Dalí fui arrebatado para o vale de dor e de escuridão que se tornaria por muitos e muitos anos minha nova morada.
Como sofri naquele lugar, lugar escuro que me causava imenso pavor, ali no meio de criaturas terríveis, que se arrastavam que se contorciam em dores atrozes, onde o música era o ranger de dentes, o pranto, os gritos daqueles infelizes iguais a mim mesmo.
Eu no desespero da minha vida, sim minha vida, porque só meu corpo morreu e com ele não morreu mais nada, nem minha essência e nem minhas dores. Tentava me esconder em buracos escuros onde bichos voadores esvoaçam sobre a minha cabeça me causando repulsa e pavor. Logo era encontrado por aqueles que me encorajaram na hora extrema e ali eu era xingado, apedrejado e assim seguia em dolorosos sofrimentos e sempre, sempre aquela cena do dia fatídico a se desenrolar na minha lembrança.
O sofrimento ao qual eu mesmo me impus seria difícil descrever com palavras. Assim passei muito tempo nesse estado deprimente, até que um dia as orações partidas do coração amoroso da minha mãe chegaram até a mim, então consegui me desvencilhar por alguns momentos da cena que eu estava preso e consegui lembrar das orações tantas vezes ouvidas no meu antigo lar. Lembrei-me das aulas de evangelização que eu frequentava todos os domingos, naquelas manhãs alegres de criança junto a pessoas que me faziam tão feliz.
Pedi perdão a Deus, orei com todo o fervor e naquela hora senti como se uma enorme rede me prendesse me tirando dali, e entrei num estado de topor até ser tomado por um sono profundo e reparador. Naquele dia fui resgatado do terrível vale, começava ali o meu socorro. Achava que nunca mais seria feliz, e comecei a sentir que Deus é Pai e que mesmo para mim que sabia não ser merecedor, pois que muitas coisas agravaram meu ato, eu sabia o que o suicídio acarretava a quem o praticava e ainda mais para mim que pratiquei por motivos tão banais...
Ah quanta dor, quanto arrependimento. Passei anos em tratamento depurando meu espírito até ter condições de aos poucos ir me recuperando, posteriormente começava a participar da minha regeneração através de novo processo reencarnatório.
Hoje estou eu próximo a minha prova, sei que será a prova mais difícil para mim, em breve estarei mergulhado na carne para novo aprendizado e ao final fazer a prova, passarei por problemas de verdade e terei que provar que não sucumbirei. Parto com enorme esperança de ser vencedor, de ser aluno dedicado e conseguir com isso uma ótima nota nessa prova. Creio na bondade infinita de Deus e na ajuda incondicional de espíritos amorosos que me ajudarão a vencer.
Peço a Deus que me fortaleça e que me auxilie e para usar meu livre arbítrio a meu favor e a favor de quantos cruzarem meu caminho. Preciso sair vencedor.
Dessa vez não posso decepcionar aquela mesma mãe de outrora que hoje aceitou mais uma vez me receber como filho. Agradeço à Deus pelo anjo de amor e bondade que Ele me deu e que eu chamarei de mamãe.
 
Jarbas.       
             
Psicografia recebida 2018.

             Médium: Débora S C.

sábado, 7 de abril de 2018


OS  BONS  PENSAMENTOS  CURAM

         Caros amigos. Sei que já não vivo entre vós, sei que meu tempo já passou. Tenho que me conformar com isso... Mas não me conformo...
          Como saber que morri se eu ainda vivo, tenho sonhos, desejos e às vezes até raiva.
          Como me conformar com isso... Tinha meu trabalho, meus amigos, meu filho e minha família.
         Eu ainda me sentia tão em forma com tantos planos para cumprir e fazer...
         Às vezes me pego pensando, aqui também se pensa e eu nem suspeitava disso. Eu penso, eu queria que tal coisa tivesse sido assim, mas eu ainda vou fazer isso. Depois me lembro que não tenho mais futuro pela frente. Pelo menos é que eu penso.
         Quero, ou queria voltar atrás naquele dia em que eu sai de casa, afobado e apressado. Pequei as chaves do carro e sai, como saia todos dias. Voei pela estrada porque tinha que fazer um serviço em uma cidadezinha próxima. Me senti um pouco abafado, mas prossegui. Olhei para todos os lados, tudo estava livre, não vinha nenhum carro e eu fui. Mas não sei porque, talvez a alta velocidade de meu carro eu bati em alguma coisa rígida que tanto podia ser um barranco ou uma árvore. Eu bati a cabeça várias vezes. Perdi os sentidos, não sei onde foi, pois eu fiquei atordoado.
          Não me lembro de mais nada. Só sei que depois de muito tempo desacordado eu me vi em um hospital, cabeça enfaixada e doendo tanto que não sei como pode existir tanta dor. Esse hospital eu não sei onde fica, nem como é seu nome.  
          Fui atendido por um médico negro. Eu não gostava muito de negros, achava que não tinham muita competência. Fui um traído por um negro.
          Só sei que eu tinha somente essa dor de cabeça indescritível, e não movia mãos e pernas. Estava tetraplégico. O que fazer? Perguntei ao médico que até era simpático e achei-o bondoso. Me respondeu: “ Não tem nada que fazer, somente ore e procure descansar. Mude seus pensamentos apurando seus sentimentos. Você vai melhorar...”.
           E acho que passou muito tempo, não posso dizer quanto tempo. Hoje me acho melhor, já movo as mãos, sou cuidado por um fisioterapeuta e aquele médico negro, hoje é um amigo e se chama “Dr Hilton”.
           A cabeça ainda dói bastante só quando eu me revolto e acho que não merecia isso. Mas estou procurando me dominar e pensar só no bem.                           
            A vocês que pedem por mim eu agradeço. A vocês que não me entenderam peço que tenham um pouco de tolerância comigo, pois eu já morri, e peço a prece de vocês.
             Abraços em minha família. 
               
             Juliano.
                                                           
 Psicografia recebida em 2018.                                     

 Médium: Catarina.

sábado, 31 de março de 2018


POLICIAL JUSTICEIRO


Senhor, meu Deus, aqui estou na pátria espiritual, resgatado por Ti. Como o Senhor pode ter misericórdia de mim, um homem cruel, infeliz, que só levou desgraça às pessoas?
Eu sei o quanto devo sofrer no umbral, na lama, na escuridão, sei da responsabilidade dos atos que pratiquei em plena consciência e vontade, segura dos meus atos e golpes.
Sinto vergonha, muita mesmo, mas não consigo me arrepender, pois todos os meus crimes tinham um culpado, uma causa que me levava a uma violência, que muitas vezes era terrível e cruel.
 Por que o resgate? Procuro uma resposta. Se preciso me arrepender para ter o Seu perdão, por que me buscastes? Não consigo entender.
Não me arrependo, volto a dizer, não me sinto culpado, fui sim um justiceiro, um policial que cumpria a lei, com “olho por olho, dente por dente”, e coloquei cada criminoso no seu lugar e matei na mesma forma que feriam sua vitimas. Honrei o meu batalhão e a minha farda, tinha respeito e admiração entre os meus soldados e companheiros de luta.
Vocês me falam que tenho que nascer novamente no meio de uma comunidade e serei um revolucionário, um questionador das leis impostas pelos traficantes dos morros e comunidades, onde conquistarei muitos jovens e crianças. Serei um homem respeitado ou corrompido pelo meio da bandidagem? Terei que escolher o meu caminho. Viverei nesse ambiente desde menino e vou ter amigos que não tiveram as mesmas oportunidades e as escolhas foram erradas e muitos vão tentar me levar para a vida fácil de muito dinheiro, aí sim, provarei se o verdadeiro motivo para os meus atos era vontade de fazer justiça ou se foi apenas a vontade praticar maldades que falou mais alto.
Estou muito nervoso, pois terei muitos a quem eu fiz justiça do meu lado, me questionando e pondo à prova o meu verdadeiro sentimento.
Morrerei nessa reencarnação como um lutador de uma causa ou morrerei como um justiceiro cruel?
Deus, da mesma forma que tenho que viver essa nova vida de luta e provações, peço a Ti Senhor que tenha misericórdia de mim e não me deixe ser corrompido pelo sentimento de Justiceiro e sim de um homem que acredita na bondade da humanidade independente da sua classe social.   

 José Expedito.
 
 Psicografia recebida em 2018.

             Médium: M. Nicodemos.

sexta-feira, 23 de março de 2018


A  CALUNIA  ME  FEZ  MATAR

         Pérolas de luz são as palavras de alguém que amamos.
         Flechas pontiagudas são as palavras de um caluniador.
         A calunia é o pior punhal. Mata sem dó e sem piedade, não alcançando só uma pessoa, mas às vezes alcançando uma coletividade.
         Vai se alastrando qual erva daninha em terreno abandonado. Às vezes nem acreditamos em o quê o caluniador fala, mas vem a dúvida: Será verdade?
         Pois bem, aconteceu comigo. Eu vivia tranqüilo em meu lar simples, mas aconchegante. Vivia do meu trabalho humilde. Minha esposa era professora formada em uma escola normal. Ficava em casa e não exercia a profissão. Um dia em que cheguei em casa bem cansado, ela me disse: “eu poderia trabalhar também e ajudar-te a manter nossa casa.” Não tínhamos filhos nossos, mas criávamos um sobrinho já adolescente, filho de uma irmã de minha esposa já falecida. Eu não gostei muito da ideia, mas ela fez com que eu cedesse a sua vontade.
         Ela começou a trabalhar como uma professora substituta no colégio próximo a nossa casa.
         Trazia para casa os trabalhos dos alunos. Às vezes eu me aproximava dela e ela me dizia estar ocupada, outras vezes estar cansada.
         Começou pegando outros horários também, por falta de outra professora que estava em licença maternidade.
          Pois bem, em minha mente ciumenta eu comecei a interrogar comigo mesmo: “O que estava acontecendo? Alguma coisa estava errada...”.
         Tinha um colega meu de serviço que muitas vezes conversávamos e eu expus a ele minha duvida e lê me disse: “Quando mulher faz isso, se afasta de casa e do marido é porque existe outro...”.
         Eu fiquei paralisado e comecei a argumentar em minha mente: “Existe outro homem nos atrapalhando.”.  
         Um dia cheguei em casa mais cedo e ouvi vozes dentro da área de serviço.
         Vi uma cena constrangedora. Um homem com minha mulher. Ela estava abaixada e ele com braço sobre as suas costas. Eu tive o ímpeto de estrangulá-los, mas não fiz isso. Fui dentro do quarto, tirei o revolver e os matei e em seguida me suicidei.
         Oh! Atrocidade. Oh! Infortúnio.
          Sofri horrores. Vampiros e fantasmas me assediavam, meu corpo foi devorado por eles e eu estava vivo.
         Vi quando chegou o carro da polícia e o carro da funerária para levar nossos corpos.
          Alguém disse: “É Sr. José o bombeiro!”. Quando chegou a esposa do tal Sr. José fiquei sabendo.
         Sr. José pai de um aluno dela foi em nossa casa para consertar o encanamento na área  que estava entupido e transbordando. A hora que cheguei ele apontava para minha mulher o local do entupimento.    
         Oh tristeza, se Deus me permitisse voltar atrás eu voltaria. Por que me Deus?
        Uma pessoa apenas insinuou o adultério de minha esposa. E ela leal e sincera nunca me traiu, sempre me amou. Não tiveram culpa, nem ela nem Sr. José.
        Hoje sofro horrores, mas tenho muita fé em Deus que irei pagar por meu crime que foi abrandado pela misericórdia de Deus.
        Tenho que voltar e corrigir meu erro.
        Deus me ajude. Obrigado.   
          
         Antônio Moreira.
                                                           
 Psicografia recebida em 2018.                                     

 Médium: Catarina.

sábado, 17 de março de 2018

O MÉDICO   QUE  PERDEU  TEMPO

O tempo parecia voar, as horas do dia nunca eram suficientes para tantas coisas que eu fazia, era precioso que o dia tivesse muito mais que vinte quatro horas... Desdobrava-me entre um atendimento e outro, hora no hospital, hora no consultório, e assim seguia naquela correria sem fim.
 Nunca tive tempo pra curtir o crescimento dos meus filhos. Reuniões de escola? Jamais fui a uma festinha de dia dos pais e tantas outras promovidas pela escola. Eu nunca tive o prazer de estar presente, nunca tinha tempo e assim nessa falta de tempo, o tempo foi passando e eu cada dia correndo mais contra ele. Não posso esquecer de dizer também que por esse tempo eu já tinha acumulado significado patrimônio, meus filhos já estavam adolescentes e eu não havia me dado conta de que eles cresceram e que em meio aquela agitação e falta de tempo, o tempo tinha passado e eu não reparei o crescimento deles.
Meu reflexo no espelho também já não era mais o mesmo, não era ainda velho na idade, contava com 50 anos, mas a aparência sempre cansada demonstrava idade além da que eu tinha. A rotina de noites e noites mal dormidas estava me deixando sempre com aquela aparência de cansaço. Não aproveitava o que eu tinha conseguido, não conseguia usufruir do conforto da minha bela casa, roupas eram compradas por minha esposa, nunca tinha tempo de entrar numa loja ou passear num shopping para escolher as minhas coisas.
Meu lazer se resumia a algumas reuniões em casa de amigos que francamente nada me agradavam, achava aquilo tudo muito chato, mas acabava indo por obrigação social.
Sinceramente eu digo, eu não estava vivendo, só trabalhando e trabalhando...
Um dia amanheci me sentindo enfraquecido e um tanto mais cansado que de costume, mesmo assim levantei da cama, tomei um banho,passei pela mesa de café farta e bonita, mas não tinha costume de me sentar pra tomar o desjejum junto à minha família, e naquele dia então passei direto sem tomar nem mesmo aquele golinho de café. Saí de casa e dentro do carro já percebi que alguma coisa não estava bem comigo, saí e antes que chegasse ao meu destino com o carro ainda em movimento tive um infarto e consegui parar o carro no meio da rua, consegui ainda evitar mal maior, daí a poucos segundos eu abandonava ali dentro daquele carro de luxo  o meu corpo. Despedia-me naquele momento da minha jornada na Terra.         
Quando acordei? Não sei dizer ao certo, sei dizer como acordei, e não gosto de me lembrar, não foram tempos fáceis, sofri demais. Me cobrava severamente por tudo o que eu não tinha feito,por cada fase na vida dos meus filhos que não acompanhei, pela companhia amorosa que não fiz a minha esposa, pelas semanas e semanas consecutivas que passava sem dar um telefonema aos meus velhos pais...
Amigos o tempo é precioso, vamos amar mais, cuidar mais de quem a gente ama, dar amais atenção, ouvir, falar... Não deixem que o tempo acabe com o tempo de vocês.
Que Jesus me auxilie e que auxilie vocês.

Carlos Eduardo.
                                                          
Psicografia recebida em 2018.                
            Médium:  Débora C.

sábado, 10 de março de 2018




O ÁLCOOL MATOU MINHA VIDA

Viver! Eu sempre amei viver! Sempre fui muito cuidadosa com o meu corpo. Saúde em primeiro lugar, atividade física e alimentação saudável; enfim, achava que iria viver por muitos anos. Eu acordava e tinha pressa em viver aquele dia intensamente sem perder um segundo sequer. Eu queria viver intensamente, ser feliz, fazer tudo que me era permitido e não deixava que o desânimo ou a preguiça diminuíssem minha energia e o meu gostar de viver.
Sempre fazia meus exames periódicos e, com moderação, eu bebia com meus amigos uma cerveja, outros dias uma vodka e assim eu passava os finais de semanas, tudo muito regrado e moderado. Não havia exageros de minha parte e policiava as minhas amigas, sempre fui muito observadora e nada passava sem que eu não visse.
Numa noite de sábado eu abusei do álcool e senti uma alegria que me contagiou e eu gostei, eu queria ficar com aquela leveza e sem timidez. Foi muito bom, mas não percebi que aquele dia eu estava colocando minha vida em perigo por conta do vício.
Eu me achava superior a essas fraquezas pobres dos homens e sempre falava: “Sou superior, eu sei do meu limite, não se preocupe comigo.” Doce e triste ilusão. Fui pega pelo maldito vício do álcool, e fui acabando com tudo que eu e minha família possuíamos, moral e financeiramente.
Fiquei hospitalizada em clínicas caríssimas de luxo, fugia e, em outras clínicas, fui colocada, mas, infelizmente, o vício era tão fulminante e cruel que foi cada vez mais levando o meu gosto de viver, a minha alegria. Veio a preguiça e o desânimo. Eu já não tinha forças para lutar e, quando cansada, eu só tinha um pensamento: quero vodka. Cheguei a beber coisas que me nego a dizer neste momento, pois não sei quem vai ter acesso a esta carta, não quero contaminar ninguém.
Hoje estou aqui para relatar o que vivi, para alertar os jovens como eu para o perigo da bebida. Ficar alerta quanto ao momento de parar e não deixar que a euforia do álcool seja maior que sua alegria natural de ser. Tudo que passa do normal é perigoso, é falso, é cruel e é o seu fim inconsciente.
Eu sou Maristela..., uma jovem de 23 anos, que amava viver e que deixou uma dose a mais levar a alegria de viver por uma falsa alegria de sobreviver.
Desencarnei de um modo muito triste e de forma lamentável, fui encontrada em uma viela, sufocada pelos meus vômitos, como uma moça qualquer e sem família. Ainda com vida, pedi perdão a Deus e aos meus familiares por não ter dado valor à vida que o Criador havia me proporcionado.
O vício me venceu, mas não quero que outros se percam como eu; em apenas uma noite de sábado, eu deixei o vício acordar dentro de mim, pois trazia esta tendência de outras vidas.
E chegando aqui, percebi que fui vitima de suicídio indireto.
Não deixem que os seus jovens caiam nesse perigo. O álcool mata a vida terrena, pois a vida continua além-túmulo.

Fiquem em paz.         
                                                         
Psicografia recebida em 2018.

Médium: M. Nicodemos